Leitura recomendada

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mais álcool para o Brasil

Resumo da notícia retirada do site da a Agência FAPESP.


O Brasil tem a necessidade de aumentar a produção de álcool tanto para o consumo interno quanto para a exportação. Para isso, várias alternativas tem sido cogitadas, como o aumento da lavoura de cana-de-açúcar, aprimoramento das técnicas de produção do etanol e até mesmo a utilização da celulose do bagaço da cana como matéria prima para a fermentação.

Contudo, um projeto realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com grupos de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Delft University of Technology, da Holanda, demonstrou que outra alternativa potencial pode estar no melhoramento genético dos microrganismos utilizados no processo convencional de produção industrial do biocombustível por fermentação, em que, basicamente, leveduras da espécie Saccharomyces cerevisiae convertem a sacarose (o açúcar) em etanol.

Em testes de laboratório, essa levedura melhorada geneticamente gerou uma produção de etanol 11% maior do que a levedura comum. Esse trabalho ainda não foi aplicado em escala industrial, mas a perspectiva é muito animadora. Isso porque, pelo volume de álcool produzido no Brasil atualmente, um aumento de apenas 3% representaria um incremento de 1 BILHÃO DE LITROS DE ÁLCOOL POR ANO.



Uma coisa que não foi divulgada na notícia, até porque não compete aos pesquisadores: será que esse possível incremento na produção representará pelo menos uns 10 centavos de redução no preço dos combustíveis?

Creio que não... uma nova taxa, quem sabe taxa de transgenia (rsrs) deve ser incorporada ao preço do álcool para compensar esse excedente de produção. Infelizmente, como as coisas andam no nosso país, não consigo esperar coisas boas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vacas que produzem leite humano

Notícia publicada pelo The Telegraph.

Cientistas introduziram com sucesso genes humanos em 300 vacas para produzir leite com as mesmas propriedades do leite materno humano. 

O leite humano contém altas quantidades de nutrientes especiais (como a proteína Lisozima) que podem melhorar o sistema imunológico de bebês e reduzir o risco de infecções.

Os cientistas responsáveis por essa pesquisa acreditam que o leite produzido por um rebanho de vacas geneticamente modificadas pode ser uma alternativa ao leite materno humano e ao leite para crianças industrializado, que é criticado por não ser um substituto à altura do leite materno. Eles esperam que o leite dessas vacas geneticamente modificadas e os seus derivados  possam ser vendidos em mercados. Essa pesquisa é subsidiada por uma grande empresa de biotecnologia chinesa.

Esse trabalho tem incitado os opositores aos alimentos geneticamente modificados. Os questionamentos se dão com relação à segurança desse leite não só para o consumo humano como também para o consumo dos bezerros.

Contudo, o professor Ning Li, diretor do laboratório de agrobiotecnologia da China Agricultural University e chefe dessa pesquisa, insiste que é seguro para os humanos e até mesmo vantajoso para os bezerros, devido à presença dos agentes antimicrobianos já citados.


Eh... a China está sempre na frente. Quando eu era adolescente, ouvia dizer que o mandarim era a língua a ser aprendida para o futuro. Lógico que eu achei que era bobagem. No dia que eu vi o laboratório onde eu estagiei na Embrapa cheio de Chineses, e alguns colegas indo para a China fazer pesquisas científicas realmente promissoras, tive que rever meus conceitos.
Eu acredito que a ideia dos alimentos geneticamente modificados assusta mais as pessoas que não saber o significado do "Geneticamente Modificado". Muitas pessoas, agindo de má fé, usam a ignorância popular para divulgar informações erradas e convencer a sociedade de que é melhor comer, por exemplo, um tomate nadando no agrotóxico do que um outro que recebeu um gene (fragmento de DNA que terá como produto final uma proteína) que o torna resistente a determinada praga.
Eu acho que os OGM (organismos geneticamente modificados) são o presente futuro da agricultura mundial. Isso porque precisamos alimentar uma população cada vez maior, já chegando hoje bem perto do 7 bilhões. Os OGM também são serão importantes em outros ramos da biotecnologia, como a farmacologia. Produzir grãos de soja ricos em insulina para os diabéticos (se não me falha a memória, uma pesquisa em andamento na Embrapa), por exemplo. Ou utilizar microrganismos como microfábricas de remédios, barateando o custo final do mesmo... Um leque de possibilidades se abre aos nossos olhos.