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terça-feira, 24 de maio de 2011

A evolução dos ônibus espaciais




Notícia retirada do Portal Terra


A Nasa - a agência espacial americana - anunciou nesta terça-feira que a próxima geração de espaçonaves que levará os astronautas da agência ao Espaço será baseado no projeto Orion. A nova espaçonave será conhecida como Veículo Tripulado de Múltiplos Propósitos (MPCV, na sigla em inglês).

A espaçonave será criada pela empresa Lockheed Martin e deve ter capacidade de transportar quatro astronautas em missões de 21 dias e de pousar no oceano Pacífico. Segundo a agência, o novo equipamento será 10 vezes mais seguro durante o lançamento e a reentrada que os ônibus espaciais.

Segundo Charles Bolden, administrador da Nasa, os parceiros privados da agência ficarão responsáveis pelo desenvolvimento de transportes para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), liberando a instituição para focar na exploração do Espaço mais distante.


Os ônibus espaciais foram e ainda são muito importantes para as pesquisas espaciais. Eles fizeram história ao levar os astronautas (e até alguns cosmonautas) para fora do planeta Terra. Contudo, os lançamentos e as reentradas dessas naves são muito arriscadas. Já aconteceram muitos acidentes, levando a morte de várias pessoas. Se essas novas naves, os veículos tripulados de múltiplos propósitos, forem de fato 10 vezes mais seguras, só por isso já valem a pena serem utilizadas.
Quanto aos ônibus espaciais, eles terão um lugar especial no Museu Aeroespacial Smithsonian e também na nossa memória!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Seis planetas e 54 Terras em potencial

Artigo de Cássio Barbosa (professor de Astronomia da Universidade do Vale do Paraíba) publicado pelo site Jornal da Ciência

Chegou na quarta-feira (2/2) a notícia: a missão Kepler descobriu candidatos a planeta do tamanho da Terra e, mais ainda, os primeiros que estão na zona habitável de uma estrela! Resultados mais do que aguardados pelos astrônomos do mundo inteiro. Isso porque a missão espacial Kepler da NASA foi concebida na década de 1990 justamente com o intuito de detectar planetas que tivessem o tamanho da Terra e, por isso, deveriam ser rochosos.

Basicamente, hoje existem duas maneiras de detectar planetas fora do Sistema Solar, os exoplanetas. A primeira delas é baseada no "bamboleio" que os planetas provocam na estrela ao se movimentarem ao redor dela. Conforme a configuração nas órbitas, os planetas puxam mais ou menos a estrela e isso provoca um movimento sutil que pode ser detectado através de espectroscopia. Esse método funciona bem para detectar grandes planetas, que provocam grandes puxões nas estrelas.

A outra maneira é através de trânsitos, que nada mais são do que pequenos eclipses. Neste caso é preciso observar uma estrela por muito tempo, esperando por variações sutis de brilho. Toda vez que um planeta passa na frente da estrela, o brilho diminui. Muito sutilmente, mas diminui. Para descartar confusões - por exemplo, uma variação natural da própria estrela - é preciso observar pelo menos três desses trânsitos. Quando isso acontece, um candidato a planeta foi descoberto.

A detecção direta de um planeta, ou seja, a observação de um planeta em uma imagem é outra possibilidade. Mas ainda é muito difícil de ser implementada: o brilho da estrela é muito maior que o brilho do planeta e ele acaba ofuscado. Mas estamos progredindo nisso também!

A missão Kepler, depois de vários meses observando as constelações do Cisne e da Lira, encontrou uma estrela batizada de Kepler-11 (a uma distância de 2.000 anos-luz) e mostrou o mais impressionante sistema planetário já descoberto. A Kepler-11 é uma das 156 mil estrelas do tipo solar que serão monitoradas durante pelo menos 3 anos e meio.

A demora é fundamental, pois o objetivo é achar um planeta com as mesmas características que a Terra, que leva um ano para completar uma órbita. Para se fazer uma detecção segura de uma gêmea terrestre, são necessários no mínimo 3 anos de observações.

Em Kepler-11, foram achados seis possíveis planetas, cinco deles confinados em órbitas que caberiam dentro da órbita de Mercúrio. Na verdade, todo o sistema caberia dentro da órbita de Vênus.

Esses cinco planetas mais interiores devem ter, de acordo com modelos numéricos, massas entre 2,3 e 13,5 vezes a da Terra. O sexto planeta deve ser bem parecido com Urano ou Netuno em termos da massa, mas isso é apenas especulação, pois o modelos usados não forneceram resultados satisfatórios nesse caso. Aliás é bom que se diga, são resultados de modelos.

A descoberta precisa ser confirmada com meios mais diretos que simulação numérica e já há campanhas observacionais programadas para daqui a um ano com esse objetivo.

Impressiona também os números da missão. Até agora, a missão Kepler já descobriu 1.235 candidatos a planetas desde que foi lançada, em março de 2009 (confirmados são apenas 15). Desses planetas, 68 são aproximadamente do tamanho da Terra, 288 são chamados de "super Terra" pois são maiores que a Terra, mas ainda são menores que Netuno, portanto ainda podem ser rochosos.

Cinquenta e quatro planetas foram encontrados na zona habitável, que é a região em volta da estrela onde é possível encontrar água líquida em um planeta. Desse total, cinco candidatos têm o tamanho aproximado da Terra e são esses candidatos que serão prioridade nos próximos anos.

O que era ficção científica há 20 anos, hoje é uma realidade muito agradável. Como disse William Borucki, da Nasa, nós saímos do zero para 54 candidatos na zona habitável! E os resultados têm mostrado que aproximadamente 20% das estrelas têm sistemas planetários e que, na maioria das vezes, são sistemas com múltiplos exoplanetas. Isso significa que deve existir muito mais astros do que antes se imaginava.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NOTÍCIA: NASA quer levar estudantes brasileiros para os EUA

Notícia retirada na íntegra do Portal Terra


"O coordenador do programa para estudantes do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa, Mike Comberiate, foi à Campus Party, em São Paulo, para apresentar o projeto que pretende levar cerca de 10 estudantes brasileiros para um estágio de quatro semanas na agência espacial americana.

O interesse da Nasa nos alunos brasileiros começou depois que a estudante Janynne Gomes, da Universidade do Vale do Rio Doce (Univale), em Governador Valadares (MG), conheceu Comberiate. Em janeiro de 2010, ela participou do acampamento da Nasa nos EUA e foi bem sucedida. Para atrair a atenção dos brasileiros, Mike anunciou que deixará na Univale, informalmente, o superlaser Lidar, usado nos robôs da agência que visitam Marte, capaz de gerar imagens 3D em 360 graus.

Os estudantes selecionados precisarão criar soluções robóticas para o uso de máquinas em outros corpos celestes, além da Terra, a partir de um trabalho iniciado pela Nasa. Uma das tarefas, de acordo com Comberiate, será mostrar a capacidade de "costurar" as diversas imagens em 3D que o Lidar consegue criar. Os estudantes mais habilidosos que mostrarem as soluções mais criativas do uso da tecnologia serão convidados para o estágio no acampamento.

Segundo Marco Figueiredo, brasileiro membro da Nasa há 20 anos e parceiro de Comberiate do projeto no Brasil, o primeiro requisito é a vontade. "É preciso ter coragem de dizer que se deseja estudar na Nasa. E o Mike valoriza muito isso. Em um segundo momento, acontece um processo de análise de currículo e de conversa com os professores dos alunos interessados", afirmou.

Marco contou ainda que, embora não haja retorno financeiro e a Nasa não custeie os gastos dos estudantes nos EUA, o benefício está no enorme prestígio de possuir um diploma assinado pela agência. "Para se ter uma ideia, Janynne foi convidada para trabalhar na Microsoft, nos EUA, depois do estágio", disse.

De acordo com Marco, o estudante deve gastas cerca de US$ 5 mil com passagem e alimentação. A hospedagem é cedida pela Nasa. A turma completa de estágio é formada por cerca de 60 estudantes, divididos entre Brasil, Argentina, Índia, Singapura e outros países."
Essa é uma oportunidade de ouro! Mesmo que o estudante que participar do estágio não fique na NASA, só de ter um diploma de lá é uma garantia de competência e, mais do que isso, o passaporte para uma vida profissional de sucesso.
Eu espero um dia ver um aluno meu chegando a esse nível.