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domingo, 11 de setembro de 2011

Animais ameaçados de extinção

Recebi por e-mail algumas fotos tiradas em estúdio pelo fotógrafo Joel Sartore, da National Geografic Society de animais ameaçados de extinção. 


Logo abaixo o texto e as fotos:

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As imagens feitas pelo fotógrafo americano Joel Sartore, integrante da National Geographic Society há 20 anos, fazem parte do livro “Rare - America's Endangered Species". O fotógrafo apresenta 68 espécies em seu livro, que vão desde lobos a wolverines, planta carnívora e o coelho pigmeu da bacia de Columbia, carinhosamente chamada de Bryn. Ela era uma das duas últimas fêmeas de sua espécie que foi fotografada e alguns meses após morreu, e depois Raphaela, que era a última da raça, marcando assim sua definitiva extinção.

Só a capa deste livro já é um espetáculo, este lobo com um jeito acuado é de cortar o coração. As fotos foram feitas com fundo preto ou branco, isso destaca mais os detalhes de cada espécie e torna as imagens impressionantes. Consegue imaginar o trabalho para fazer essas fotos? Confira no fim desta postagem um vídeo com o making of de como foram feitos os cliques. Atualmente existem cerca de 1.500 espécies conhecidas em todo o mundo que estão em perigo de extinção, Joel planeja viajar pelo mundo para registrá-las. 

Acredito que é um livro bem triste, pois pode se tornar um mórbido catálogo de espécies extintas. Por outro lado vejo este livro como uma esperança, uma forma de estimular o comprometimento humano e o respeito com todas as outras espécies que dividem o mesmo espaço com a gente.





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Coelho Pigmeu da Bacia de Columbia - © Joel Sartore / National Geographic


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Condor da Califórnia - © Joel Sartore / National Geographic


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Furão de patas negras - © Joel Sartore / National Geographic


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Planta carnívora Sarracenia alabamensis - © Joel Sartore / National Geographic


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Delhi Sands flower-loving fly - © Joel Sartore / National Geographic


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Lêmure negro - © Joel Sartore / National Geographic


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Víbora de pestana - © Joel Sartore / National Geographic


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Raposa da Ilha de Santa Catalina, Califórnia - © Joel Sartore / National Geographic


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Tartaruga do pântano - © Joel Sartore / National Geographic


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Salamandra-tigre, Califórnia - © Joel Sartore / National Geographic


sábado, 25 de junho de 2011

Aquecimento global x Ornitorrincos

Notícia retirada do site Yahoo.


O aquecimento climático poderá diminuir em um terço as zonas habitadas pelo ornitorrinco na Austrália, que poderá desaparecer, alertaram nesta sexta-feira os investigadores. Este mamífero semiaquático e de hábitos noturnos, que coloca ovos, tem rabo de castor, focinho em forma de bico de pato, é um animal estranho originário da Austrália.

Graças a sua espessa pele, consegue viver nas frias profundezas dos rios, mas essa proteção pode ser hoje fatal para ele devido ao aquecimento global, adverte um estudo da Universidade deMonash.

Os pesquisadores utilizaram dados sobre o clima e o habitat do ornitorrinco durante cem anos para estabelecer a diminuição do número desses animais, relacionada com as secas ou as ondas de calor.

"Nosso resultado mais pessimista assinala a redução de um terço dos habitats deste animal", declarou à AFP a pesquisadora Jenny Davis, cujos trabalhos foram publicados na revista Global Change Biology. A pior hipótese dos cientistas assinala um desaparecimento do ornitorrinco na grande ilha da Austrália. Neste caso, esta espécie só continuará vivendo nas ilhas da Tasmânia, Kangaroo e King.


O aquecimento global prejudica o mundo inteiro. Mesmo quando um ex vice-presidente dos Estados Unidos faz um documentário sobre o assunto, isso simplesmente é ignorado. As extinções já começam a se mostrar presentes. Os ursos polares sofrem em um ponto do globo, os ornitorrincos em outro, e mais um monte de animais estão literalmente sumindo.

Será que algumas etnias humanas terão que sumir em virtude da falta de ambientes apropriados, para que o aquecimento global seja visto como algo a ser corrigido, ou pelo menos amenizado?

Na minha opinião, nem isso modificará o modo como o aquecimento global é visto no mundo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Esforço para evitar a extinção

Notícia retirada do portal Terra.



Nesta terça-feira, o zoo organizou o transporte de quatro cavalos selvagens da Mongólia (como a espécie também é conhecida) para o país que lhe dá nome. Os animais estavam em uma fazenda e foram levados em um avião militar para a província mongol de Khovd para que vivam no habitat natural da espécie.Segundo a IUCN, a espécie desapareceu em 1969, quando acabou a última população conhecida, na China. Nos anos 90, esforços de reintrodução na natureza começaram na Mongólia, China, Cazaquistão e Ucrânia, mas apenas no primeiro país os programas deram resultado.

Ainda de acordo com a organização, acredita-se que existam 325 desses animais vivos na natureza, inclusive aqueles que já nasceram no habitat natural após os programas de reintrodução.

O zoológico de Praga, na República Checa, organiza a reintrodução na natureza de cavalos de Przewalski (Equus ferus przewalskii, um dos animais mais ameaçados de extinção no planeta. Na verdade, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie chegou a ser considerada extinta na natureza, mas programas de reintrodução de espécimes que estavam em cativeiro salvaram o animal.


Tá certo que esses cavalinhos são bem esquisitos. Mas eles representam uma das últimas (se não for a última) espécies de cavalos selvagens. Só por isso eles já merecem todo esse esforço feito pelo zoológico na República Checa. Tomara que consigam fazer o mesmo com outras espécies ameaçadas, antes que acabem como o tigre da Tasmânia ou o leão do Atlas.

domingo, 1 de maio de 2011

O perigo de uma boa ação

Notícia retirada do portal Terra.

Plano de levar lêmures para ilha caribenha preocupa cientistas


O empresário britânico Richard Branson, dono do império Virgin, está levando adiante um plano de introduzir espécies de lêmures nas ilhas Moskito e Necker (de sua propriedade) no Caribe. O plano do milionário, de soltar os lêmures nas florestas das ilhas, está preocupando cientistas. Eles argumentam que, no passado, iniciativas semelhantes, envolvendo outras espécies, tiveram resultados desastrosos.

A equipe de Branson insiste que tanto os lêmures, que virão de zoológicos, quanto os animais nativos da ilha ficarão bem. Introduzir espécies de um continente em outro, com o objetivo de preservá-las, é algo que nunca foi feito. O risco de extinção dos lêmures em Madagascar  aumentou desde a queda do presidente Marc Ravalomanana, há dois anos. Desde então, houve um florescimento na atividade madeireira na ilha. Falando à BBC, Branson disse: "Estamos tentando preservar os lêmures mas, infelizmente, em Madagascar, com a queda do governo o espaço para os lêmures está cada vez menor".

"Aqui em Moskito Island temos uma bela floresta", explicou. "Trouxemos especialistas da África do Sul e eles dizem que seria um lugar perfeito, onde lêmures podem ser protegidos e procriar".

Entre as espécies que Branson pretende introduzir em suas ilhas está o lêmur vermelho (Varecia variegata rubra) e o lêmur de cauda anelada (Lemurcatta). Ambas estão incluídas na Lista Vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).














A iniciativa parece boa, preservar os lêmures (bichinhos esquisitos, mas que são bem divertidos e animados). Contudo, devemos observar dois pontos:

1º As ilhas escolhidas para essa "ação caridosa" é do próprio Richard Branson. Em uma delas, ele está construindo um complexo de turismo ecológico, com diárias de US$ 2000,00. Ter Lêmures lá, animais exclusivos de Madagascar, seria um belo atrativo para os turistas. Essa seria a primeira "importação" de outras. Quem sabe: tigres siberianos, ursos panda, bois almiscarados... só o futuro dirá.

2º Toda vez que animais exóticos são inseridos em um novo ecossistema, causa desequilíbrio ecológico. São animais que possivelmente não terão inimigos naturais e, mais ainda, competirão com as espécies locais. Boa parte dos lêmures são herbívoros comedores de frutas. Contudo, há espécies que onívoras, que comem o que conseguirem pegar: um perigo para lagartos, artrópodes, aves e pequenos mamíferos. Existem vários exemplos de introduções de animais exóticos que causaram prejuízos extremos ao ambiente em questão. Só para ficar em um exemplo bem local: às margens do Parque Nacional de Brasília, um lixão foi instalado a alguns anos atrás . Esse lixão atraiu pessoas que sobreviviam do próprio lixo. Essas pessoas se instalaram em barracos próximos ao local e constituíram família. Muitas das famílias começaram a criar cães como animais de estimação. Esses cachorros, que se alimentavam do que encontravam no lixo, começaram a entrar no Parque Nacional para buscar comida. No centro de visitantes do Parque existem (ou pelo menos existiam enquanto eu trabalhei voluntariamente lá) vários animais que foram encontrados mortos graças aos ataques dos cachorros, inclusive lobos guará.

Na minha humilde opinião, a introdução dos lêmures nessas ilhas não é uma boa ideia. Salvar uma espécie causando o fim de outra não é a saída contra a extinção.