Leitura recomendada

  • O maior espetáculo da Terra - As evidências da evolução;
  • O relojoeiro cego;
  • deus não é grande;
  • A escalada do monte improvável;
  • O gene egoista;
Mostrando postagens com marcador Professor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Professor. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Durante a aula...

Recebi por e-mail uma imagem engraçada que mostra bem a relação entre professores e alunos



Tive que colocar a imagem um pouco maior do que o correto para ficar mais fácil ler o texto da imagem.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Apresentação sobre biodiversidade

No site slideshare sempre tem coisas boas, principalmente para professores. Lá encontrei essa apresentação do professor Nuno Correia, lá de Portugal




Eu já postei algumas coisas que produzi lá no slideshare e recomendo a todos que deem uma olhada lá toda vez que forem pesquisar sobre algum tema.

Fica a dica!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Equipe bio

Eu estava meio ausente do blog, mas agora voltei!

Nesse recomeço, decidi dar destaque a colegas de profissão.

Minha prima me mostrou o canal Equipe Bio no youtube. Trata-se de um grupo de professores muito criativos que fizeram vários vídeos (17 até o momento dessa postagem) com paródias de músicas famosas. Como o próprio nome do canal sugere, os temas estão relacionados à Biologia.

Aqui embaixo, um vídeo do pessoal do Equipe Bio


Meio tosco o vídeo, com os caras cantando dentro dessa água barrenta e tal... mas isso mostra o quanto os professores se esforçam pra tornar mais fácil a compreensão desses conteúdos.

Vale lembrar que na faculdade QUASE nenhum professor trabalha dessa forma, tentando facilitar o aprendizado. A imensa maioria simplesmente regurgita o conteúdo e a turma que se vire. Vai tentar fazer o mesmo em uma escola de Ensino Fundamental ou Médio... vc não dura duas semanas.

Aí a gente tem que se virar do jeito que der, hora com músicas, com vídeos, com blogs, com piadas em sala.. e por aí vai


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Descaso assumido com a educação

Um colega me enviou por e-mail a frase abaixo, supostamente dita pelo governador do Ceara, o sr. Cid Gomes:

"Quem quer dar aula faz isso por gosto e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado. Eles pagam mais? Não. O corporativismo é uma praga"

Fiz uma busca rápida na internet e só consegui uma confirmação da autoria da frase, feita pelo site do sindicato dos professores do Ceara (APEOC). Outros sites se referem como "suposta frase dita pelo governador". Mas se levarmos em conta o destaque dado a essa frase pelas redes sociais e o fato de ele já ter dito algo na mesma linha sobre os professores em agosto desse ano, um pouco de verdade deve existir nisso.

Não consigo entender como um governador de estado fala algo assim. É um atestado de incapacidade. Só mostra que ele não tem a menor consideração por aqueles que tentam tirar da marginalidade aqueles que mais precisam.

Mas, se formos bem sinceros mesmo, ele só foi honesto. A maioria dos políticos atuais pensam exatamente desse jeito, só não expõem. Queria ver o dia que um político desses abdicasse dos grandes salários e governasse só pelo amor. Esse teria meu voto para sempre (falo isso porque eu sei que vou morrer e não vou conhecer tal cabra).

Para não ficar um post pouco ilustrado, mostro abaixo uma foto de um outdoor satirizando uma das frases polêmicas desse homem público.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Surpresas nas avaliações

Uma vez que estou corrigindo as avaliações que apliquei para meus alunos, me faltou tempo (e inspiração) para postar algo produtivo. Então resolvi postar algo a respeito de avaliações. Lembrei daqueles meus alunos que não tem como objetivo de vida prestar atenção nas aulas. Eles preferem ver, literalmente, o tempo passar, planejar o próximo ato de bullying, ou bolar aquela xaveco "infalível" pra aplicar no(a) primeiro(a) colega bonitinho(a).

Esse pessoal, quando chega no dia da prova, é surpreendido pelo pelo professor. A primeira frase que vem na mente deles deve ser: "o professor não falou nada disso na sala, como que ele está perguntando isso na prova?!"

Daí ele olha para os lados e vê a galera respondendo a avaliação com a maior cara de tranquilidade e saca que a situação é um pouco diferente (tem aqueles que nem percebem isso e vendem essa informação para os pais, esquecendo daquele bilhete que foi para casa com todo o conteúdo das avaliações). Então, sem ter muito o que fazer com aquele papel cheio de palavras esdrúxulas, graves e agudas, ele resolve devolver para o professor essa sensação de surpresa.

Eis então que aparecem coisas como essas, nas imagens abaixo.


Aí, o professor, que estava confiante que dessa vez as coisas seriam diferentes... acaba se surpreendendo porque o resultado das avaliações não foram nada surpreendentes. Todo mundo colheu o fruto condizente com a semente plantada ao longo do ano letivo.



Uma informação importante: felizmente nenhum desses absurdos listados na primeira imagem do post são de algum aluno meu. Elas foram coletadas em uma pesquisa rápida por imagens no Google.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Essa eu usarei!

Tirinha retirada do blog nãoinercial.



Tem pergunta que mata a gente de tanta raiva. Essa é uma delas. Não bastou ter sido enviado um bilhete com as datas das provas não bastou o aluno "ter estudado"... Se não foi interessante para ele se preparar para a prova, para que saber o componente curricular referente a prova?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desafio do professor

Imagem retirada do blog nãoinercial.


É chegada a época desse desafio!
Tá certo que o meu não é tão grande... são só 140. Mas o tempo estipulado é esse mesmo. 

VIU PESSOAL... QUINTA-FEIRA EU ENTREGO MINHAS PROVAS CORRIGIDAS E NOTAS LANÇADAS À COORDENAÇÃO! (RSRSR)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Call center escolar

Texto retirado do blog Nãoinercial.

Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica.

A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.

Eis a mensagem gravada:

- Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:

- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho – tecle 1.

- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa – tecle 2.

- P ara se queixar sobre o que nós fazemos – tecle 3.

- Para insultar os professores – tecle 4.

- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos – tecle 5.

- Se quiser que criemos o seu filho – tecle 6.

- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém – tecle 7.

- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano – tecle 8.

- Para se queixar do transporte escolar – tecle 9.

- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola – tecle 0.

- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!”


Se aplicaria perfeitamente a nossa realidade.

Existem pais que tentam até o impossível para livrar a cara do filho irresponsável. Mal sabem eles que estão sim, garantindo um futuro fétido para a própria prole. Espero que isso seja só um mal passageiro, que logo os pais percebam que os filhos devem ser responsabilizados pelos seu atos desde sempre.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Alguém conhece um professor assim?

Vi essa tirinha no blog Nãoinercial e tinha que postá-la aqui no blog.


O pessoal lá do VIP que ler essa tirinha, com certeza vai pensar no mesmo professor. Doido d+!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ampliação de carga horária na mesma escola

Notícia divulgada pelo site do simproep.

Projeto autoriza professor a lecionar em mais de um turno na mesma escola

A Câmara analisa o Projeto de Lei 71/11, do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que permite aos professores lecionar por mais de um turno em um mesmo estabelecimento de ensino, desde que o período não ultrapasse o período de trabalho semanal estabelecido legalmente.

A proposta, que altera o Consolidação das Leis do Trabalho (CLT- Decreto-Lei 5.452/43), assegura e não contabiliza os intervalos de recreio e o de uma hora para refeição. Atualmente, a CLT estabelece limite de quatro aulas consecutivas por dia ou seis intercaladas em um mesmo estabelecimento.


Custo de vida
Segundo o autor, por conta do alto custo de vida, atualmente a maioria dos professores já se sujeita à extensão da jornada em um segundo estabelecimento de ensino, uma vez que a legislação vigente limita a um turno o exercício da atividade por estabelecimento de ensino.

Otávio Leite observa que, "ao esforço físico e mental, que o magistério naturalmente exige, soma-se, nesse caso, mais uma ponta de estresse: o de ter que se deslocar para outra instituição de ensino e, lá, cumprir novo horário de trabalho".

Em 2007, o mesmo deputado já havia apresentado proposta de igual teor (PL 1172/07), que tramitou apensada ao PL 348/07. Em 2008, ambos os projetos foram rejeitados pela Comissão de Educação e Cultura, tendo sido arquivados ao fim da legislatura.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: PL-71/2011.


De acordo com o que eu já vi em escolas por onde passei, tenho até medo de comentar essa notícia.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Primeiro mestrado profissional a distância prioriza professor da rede pública

Primeiro mestrado profissional a distância prioriza professor da rede pública

Noticia retirada do Boletim do Simproep DF.
É um curso de mestrado a distância em matemática, organizado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).
Tomara que abram para outras disciplinas, em especial para Biologia.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Professor de Ciências

Recebi esse texto por e-mail, mas não conheço a autoria. Se descobrir, eu informo.


O senhor Whitson ensinava ciências para a 6ª série. No primeiro dia de aula ele nos falou sobre uma criatura chamada cattywampus, um animal noturno extinto durante a Era do Gelo. Ele passou para os alunos um crânio enquanto falava. Todos nós fizemos anotações e depois respondemos a um teste sobre a aula.



Quando recebi a prova corrigida fiquei surpreso. Havia um grande e vermelho X em todas as minhas respostas. Eu havia falhado. Devia haver algum engano! Eu havia escrito exatamente o que o professor Whitson havia dito na aula. Então percebi que todos na classe haviam falhado. O que havia acontecido?
Muito simples, o professor explicou. Ele havia inventado tudo o que falou sobre o cattywampus. Aquele animal nunca havia existido, ou seja, toda a informação em nossas anotações estava errada. Nós esperávamos crédito por respostas erradas?

Desnecessário dizer, nós ficamos revoltados. Que tipo de teste era esse e que tipo de professor ele era?

Nós deveríamos ter descoberto, o senhor Whitson disse. Afinal, equanto ele passava o crânio docattywampus pela sala (que na verdade era o crânio de um gato), não estava afirmando que não havia sobrado nenhuma evidência do animal? Ele havia descrito sua incrível visão noturna, a cor de sua pelagem e muitos outros fatos que ele não poderia saber. Ele havia dado ao animal um nome ridículo e mesmo assim ninguém havia desconfiado. Os zeros em nossas provas iriam para a avaliação, ele disse. E eles foram.

O professor Whitson disse que esperava que aprendêssemos uma lição dessa experiência. Professores e livros didáticos não são infalíveis. Na verdade, ninguém é. Ele nos disse para nunca deixar nosso cérebro ficar desatento e a tomar satisfação sempre que pensássemos que ele ou qualquer livro estivessem errados.

Toda aula com o professor Whitson era uma aventura. Ainda posso lembrar de algumas aulas de ciências do começo até o final. Um dia ele nos disse que seu carro era um organismo vivo. Nós demoramos dois dias para bolar um argumento contrário que ele aceitasse. Ele não nos deixava sossegar até que houvéssemos provado não só que sabíamos o que era um organismo, mas também que tínhamos força para defender a verdade.

Nós levamos nosso recém-adquirido ceticismo para todas as nossas aulas. Isso causou problemas para os outros professores, que não estavam acostumados a serem desafiados. Nosso professor de história começava a falar sobre algum assunto e de repente alguém limpava a garganta com um “ram-ram” e dizia“cattywampus”.

Se alguém me pedisse uma proposta para solucionar os problemas de nossas escolas, ela seria o professor Whitson. Eu não fiz nenhuma grande descoberta científica, mas ele deu a mim e meus colegas de classe algo tão importante quanto: a coragem de olhar outra pessoa no olho e dizer que ela está errada. Ele também nos mostrou que você pode se divertir nesse processo.

Nem todo mundo vê valor nisso. Uma vez contei sobre o senhor Whitson a um professor de ensino fundamental, que ficou horrorizado. “Ele não devia ter enganado você assim”, disse.

Eu o olhei nos olhos e disse que ele estava errado.


A metodologia do professor Whitson deveria ser utilizada por mais professores. Muito mais importante do que ensinar o conteúdo, é tornar os alunos aptos a buscar conhecimento e, principalmente, avaliar e contextar as informações que recebem. Infelizmente, trabalhar dessa forma não é possível em quase nenhum estabelecimento de ensino. Basta um aluno reclamar de uma postura mais rígida que o professor é obrigado convidado a rever seus métodos. É uma pena que seja assim.


Promessa é dívida. Descobri que esse texto está disponível no blog naoinercial, um dos blogs que eu mais acesso e recomendo a todos. Sobre a autoria, assim que eu descobrir eu divulgo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tirinhas sobre aqueles alunos

Salvei essas tirinhas a algum tempo e não lembro a fonte. Se eu descobrir eu corrijo o post.

Aqueles alunos que eu me refiro aqui são os que "realmente sabem para que serve a escola" e que sabem "levar o professor a sério".







terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Indignação

Recebi por e-mail esse texto escrito pelo Dr Igor Pantuzza Wildmann: advogado, doutor em Direito e professor universitário.

O texto é todo escrito em tom de revolta pela morte abominável de outro professor, chamado Kássio Vinícius Castro Gomes. O professor Kássio levou uma facada de um aluno por causa de notas baixas. Segue abaixo o texto:

"A inversão de valores virou regra; a formação de araque virou epidemia!

EU ACUSO!

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola).

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (Émile Zola).


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito.
Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a
escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos
morais ao ter de virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem
bem: o alegado "dano moral" do estudante foi ter de... estudar!). A coisa
não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste
ano, uma professora foi brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta
escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu
futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de
sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos
ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do
desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à
autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente
democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que "era
proibido proibir". Depois, a geração do "não bate, que traumatiza". A
coisa continuou: "Não reprove, porque atrapalha". Não dê provas difíceis,
pois "temos de respeitar o perfil dos nossos alunos". Aliás, algum imbecil
espalhou mundo afora que "prova não prova nada". A imbecilidade foi
ganhando corpo com teorias acéfalas do tipo: vamos deixar o aluno
"construir seu conhecimento"; "não devemos avaliar o aluno". Pensando bem,
"é o aluno que deve avaliar o professor"; afinal de contas, ele está
pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica,

travestida de "novo paradigma", prosseguiu a todo vapor, em vários

setores: "o bandido é vítima da sociedade"; "temos de mudar tudo isso que

aí está"; "mais importante do que ter conhecimento é ser crítico".


Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas
carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do
ensino: agora, o discurso antidisciplina é anabolizado pela lógica doentia
e desonesta da paparicação ao aluno-cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos
cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas,
as decepções e os desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e,
pior, dotados de uma delirante certeza de que "o mundo lhes deve algo".

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com
dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe
tudo o que ele tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a
lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o
direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo
isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará
com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao
autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença
devida ao célebre texto de Émile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão
por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos,
equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudointelectuais de panfleto, que romantizam a "revolta dos
oprimidos" e justificam a violência por parte daqueles que se sentem
vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente
correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico
escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer
crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado,
muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem
tranquilas, provas de mentirinha, a fim de "adequar a avaliação ao perfil
dos alunos";

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de
estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação
de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos
igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e
títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e a
formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos
exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe
que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do
que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as
quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e
dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu
"tantos por cento";

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação
do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o
mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos
chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou
advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros
clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um "novo paradigma", uma "nova
cultura de paz", pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da
"vergonha na cara", do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao
ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os que têm a "cabeça boa", os quais acham e ensinam que
disciplina é "careta", que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos
de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de
piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas
gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo
tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os
professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores
sejam "promoters" de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas
de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos
pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos
incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos, os quais geralmente se tornam
alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente
infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o
exercício da profissão, quanto pessoalmente para enfrentar conflitos,
desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens
mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar
com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de "o outro".

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça
de muitas crianças em corpo de adulto: "Se eu tiro nota baixa, a culpa é
do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a
culpa é dos meus pais. Se furto, roubo ou mato, a culpa é do sistema. Eu
sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha,
paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu
queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas
agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo".

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer
lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio
dói no peito de todos nós. Que a morte dele não seja em vão. É hora de
repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão de modismos e
invencionices. A melhor "nova cultura de paz" que podemos adotar nas
escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos
de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade."


Abaixo o link de uma reportagem sobre o assassinato acima relatado.

http://www.youtube.com/watch?v=wxxcT0wHPIY

Realmente há de se pensar em uma nova maneira de ver as coisas que nos cercam. Casos de agressões a professores e, principalmente, de proteção ao delinquente estão cada vez mais comuns. O problema maior é isso deixar de ser excessão e passar a ser regra. Deixar de chocar a quem observa. Passar a ser normal.




Mais um post reflexivo...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO
Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!