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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Consequências do acidente nuclear de Fukushima

Infelizmente, já é possível identificar os efeitos do vazamento de material radioativo em Fukushima, no Japão. Um coelho nasceu sem as orelhas. Os especialistas japoneses relacionam essa anomalia do coelhino com a radiação. Até o momento, a ausência de orelhas não prejudica o animal, até porque ele vive em cativeiro. Vivendo em um ambiente natural, a coisa seria bem diferente. Eu não consegui encontrar em nenhum lugar a informação precisa sobre a capacidade desse coelho de ouvir. Não sei se estão ausentes apenas os pavilhões auditivos ou se são todos os órgãos responsáveis pela audição.

Fiquei pensando nos velhinhos do post do dia 8 de junho. Realmente existe um sentido no que eles diziam a respeito de se sacrificar limpando as instalações da usina de Fukushima ao invés dos funcionários jovens que estão fazendo esse trabalho hoje em dia.

Logo abaixo, um vídeo curtinho onde aparece o coelho sem orelhas. O vídeo está em inglês, mas o que está sendo dito é mais ou menos o que eu escrevi acima.


Só um comentário maldoso: o coelhinho sem orelha parece uma bolinha de pelos. Se ele fechar os olhos, passa fácil como um chumaço de algodão (rsrsrs)!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Autruísmo ao extremo

Notícia retirada do site GizmodoBrasil.


Idosos se oferecem para limpar radiação de usina nuclear no Japão
Mas que sacrifício inspirador – de elogios, ao menos. Um grupo de idosos japoneses está pedindo permissão para limpar a estação contaminada da usina nuclear de Fukushima.

A Unidade de Veteranos Qualificados, um grupo de mais de 200 aposentados com experiência em engenharia e outras profissões, se dispôs a substituir pessoas mais jovens que estão se expondo a altos níveis de radiação. O grupo acredita que tem menos de 20 anos para viver, e estarão mortos antes que apareça qualquer câncer induzido pela radiação. A história já é diferente para os jovens que lutaram nessa zona de guerra por três meses, desde o tsunami e terremoto de março, e que têm maior risco de desenvolver câncer quando ficarem mais velhos.

E os idosos não acreditam serem kamikazes por se disporem a tanto: “Eles iam para morrer. Mas nós vamos voltar.” Tudo o que está impedindo estes pensionistas de colocarem trajes de proteção nuclear é o governo japonês, que infelizmente coloca burocracia no meio.


Vira e mexe o Japão nos dá grandes exemplos. Eu fiquei impressionado com a população japonesa quando ocorreu a catástrofe do início desse ano. Todos precisando de água, mantimentos, comida... e ninguém cogitou a hipótese de saquear as lojas, desrespeitar as regras da boa convivência como furar filas, tudo aquilo que aconteceria por muito menos aqui no Brasil. Agora surgem esses senhores doando o resto de suas vidas para que os mais jovens sobrevivam. E olha que a expectativa de vida no Japão é muito alta (superior a 80 anos).
Um dia, talvez, quem sabe... teremos uma sociedade brasileira com valores parecidos.

domingo, 13 de março de 2011

Tsunami no Japão

Notícia retirada do portal Terra.

O terremoto de sexta-feira no Japão pode ter deslocado a ilha 2,4 metros, anunciou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). "Oito pés (2,4 metros) é um número importante", disse o sismólogo Paul Earle.

O sismo de magnitude 9, o mais potente registrado até agora no Japão, e o tsunami que se seguiu deixaram mais de 3 mil mortos e desaparecidos, segundo contagem provisória da polícia e da AFP.

Segundo o Instituto, a placa do Pacífico se ajusta anualmente cerca de 83 mm, mas um terremoto de grande magnitude pode movê-la consideravelmente, com consequências catastróficas.

Abaixo, um infográfico sobre a formação de um tsunami e uma foto de satélite mostrando o litoral japonês antes e depois do tsunami


É uma pena o que ocorreu no Japão na última sexta-feira. São esses eventos que mostram o quanto nós, seres humanos, estamos a mercê das forças da natureza. Somente o que podemos fazer é aprimorar os mecanismos de previsão desses eventos e, quando ocorrerem, tentar salvar o máximo de pessoas.
Me preocupa muito o risco de desastre nuclear em virtude da explosão na usina de Fukushima. Eles estão usando a água do mar para resfriar os reatores da usina. Isso é um ato de desespero. Se o reator esquentar demais, pode explodir e deixar a radiação escapar. Mas a água cheia de sal aumenta a corrosão dos materiais metálicos, o que também pode causar vazamento de radiação.

Vamos torcer para que nada de mau aconteça!