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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Carne vermelha x Grãos integrais... quem faz mais mal?

Texto publicado pelo Dr. Wilson Rondó Júnior e enviado por e-mail. Como não encontrei no site dele o link para esse texto, estou divulgando a home page dele.

Cortar carne vermelha, evitar gordura saturada, priorizar grãos e refinados nunca acaba bem. Você já sabe onde isso vai dar: obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, tudo de ruim. E até os mais “sabidos” insistem no erro! 

Pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, Estados Unidos, acaba de apontar a carne vermelha como indutora do diabetes tipo 2, negando uma realidade inegável: a carne vermelha é, na verdade, uma grande aliada no tratamento da doença. O estudo começou na década de 70 e acompanhou mais de 300 mil pessoas. Deve ter custado uma fortuna em tempo e dinheiro, tudo para chegar a resultados extremamente controversos. Sinto, mas vou rebaixar a nota dessa pesquisa, sem nenhum pudor.

Primeiro, porque igualou carne vermelha à carne processada (salsicha, salame etc). Não tem sentido: carne de gado criado a pasto não contém conservantes (sódio, nitritos e nitratos) como os embutidos. Depois, por apontar a gordura saturada como vilã, quando se sabe que a boa gordura saturada, como a de gado criado a pasto, ajuda a emagrecer e melhora a sensibilidade à insulina. O perigo está na gordura hidrogenada, produzida pelo homem, que gera gordura trans e altera a sensibilidade à insulina.

Há erro também na indicação de que grãos integrais são preferíveis à carne vermelha – grãos contêm maior índice glicêmico que a carne. Também aumentam as quantidades de ômega 6 no organismo, criando desequilíbrio com o ômega 3, o que facilita o aparecimento do diabetes 2. A pirâmide alimentar que coloca carboidratos na base já era! Hoje eles deveriam estar no alto, indicando consumo moderado. A carne ficaria na base, já que pode e deve ser consumida à vontade!


Há uma justificativa para o Dr. Wilson Rondó ter uma opinião contrária a esse estudo da Universidade de Havard: o gado dos Estados Unidos É DIFERENTE do gado brasileiro. Os rebanhos norte americanos são criados quase sempre em confinamentos, onde os animais ficam muito estressados e intoxicados pelos anabolizantes e pela amônia liberada pelas fezes dele. Aqui no Brasil, o gado é criado no pasto e a ração, fornecida como complemento, é muito mais saudável do que a utilizada do outro lado do continente.

Dessa forma, estando nos EUA deve ser mais saudável comer grãos ao invés da carne, mesmo com todos os problemas relatados no texto. Já no Brasil, aquela suculenta carne vermelha, o "main event" dos churrascos, além de deliciosa, nos faz bem!

Um comentário:

  1. Consumir produtos de proditores locais é a opcao mais sustentável. Para mais informacoes sobre o os maleficios da indústria alimentos processados e o benefício do consumo de alimentos e carnes locais entre no blog http://primalbrasil.wordpress.com/

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